quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Realizando Nossos Sonhos.


Salmo 127
É provável que nossos sonhos possam ser resumidos nestas quatro coisas:
- um lugar para morar, uma casa;
- segurança em nossa vida, uma cidade segura;
- um trabalho que nos realize e sustente;
- pessoas com quem compartilhar a vida, uma família.
Nestas coisas nós gastamos nosso tempo e nossa energia. Nossa vida.
Os peregrinos caminhando para cultuar a Deus em Jerusalém testemunhavam cantando que apenas com a bênção de Deus é que teremos um lugar para morar, segurança, trabalho para se manter, família (companheirismo).
Devemos saber que:
I – Nossos projetos só alcançarão êxito com a bênção de Deus.
Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam;
O salmista canta afirmando que se Deus não for o edificador, o resultado é uma edificação em vão (vazia, falsa, sem substância, sem valor, enganosa. Não leva a lugar nenhum.
É assim todo trabalho que é feito apenas debaixo do sol, sem considerar a dimensão da eternidade (Ec 1.3), fica um trabalho sem proveito. Nada permanece.
Como disse Dallai Lama: o homem gasta toda a sua saúde para adquirir dinheiro, e depois gasta todo o dinheiro para adquirir sua saúde.
Só como presente de Deus é que o homem pode ver o bem de seu trabalho.
II - Nossa segurança depende da bênção de Deus.
se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. A cidade era o centro de segurança, mesmo para os que moravam fora. As muralhas garantiam a proteção contra os inimigos. Foi assim que o rei de Jericó achou que poderia sobreviver ao ataque do povo de Israel, confiaram nas suas muralhas e viram elas ruírem ao toque da trombeta.
Se Deus não guardar, o alerta do vigia não adianta nada.
De quem estamos dependendo para nossa segurança? Vemos hoje cercas elétricas, câmeras de TV gravando todos os movimentos. Não é desprezo aos recursos que Deus tem disposto para nosso uso, mas simplesmente não idolatrá-los, ou nos tornarmos dependentes deles?
III – Nosso trabalho só dará resultado com a bênção de Deus.
Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem. O salmista manifesta aqui a convicção da inutilidade de um trabalho sem Deus. É em vão:
1. Levantar cedo: idéia de ser diligente em um trabalho; insistência, persistência; dedicar-se; ser contínuo.
2. Trabalhar até tarde: demorar, tardar, ficar atrás.
Sem Deus, o resultado do trabalho árduo é penoso, angustiante. As pessoas conseguem seu conforto e sustento com amargura, a vida é como um fardo.
O salmista faz um contraste. A Bênção de Deus aos seus amados. Aquele que caminha com Deus está comprometido com os projetos de Deus. A estes Deus dá sem ansiedade, permitindo um sono tranqüilo, sem preocupações.
Satisfação, segurança, sustento, aquilo que é da vontade de Deus dar aos Seus amados, não depende inteiramente do zelo e das habilidades deles, pois Ele lhes outorga Sua bênção mesmo quando estão a dormir.
Não é um viver preguiçoso, mais uma labuta sem tensão.
Trabalhar muito não é a resposta para uma vida vazia; pode aumentar a escravidão.
IV – Nossa família só será constituída com a bênção de Deus.
Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta.
Filhos são resultados da bênção de Deus. Herança num duplo sentido: para manter a terra, e para manter o nome. Vinha de Deus, e preservava o que Deus dera.
Galardão. Filhos devem ser meios de segurança. Os filhos devem ser vistos como prêmios. Ao contrário de nossos dias, onde o filho é visto como um problema, Deus os vê como algo digno de felicidade.
O povo de Israel tinham os filhos como uma dádiva de Deus. Eles suplicavam a Deus por filhos e consideravam ter uma grande família como um benefício. Muitas pessoas vêem os filhos como uma maldição e uma praga a ser erradicada. Por que temos tantos filhos indesejados hoje em dia? Muito simples, as pessoas não temem o Senhor e não andam em seus caminhos.
Nossa família só será constituída com a bênção de Deus.
Conclusão
Construir, guardar, desfrutar, preservar. Só há duas opções: ou buscamos a bênção de Deus; ou nossas realizações serão infrutíferas.
Gastar nosso tempo e energia naquilo que Deus não abençoa é um trabalho fútil, vazio.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009



E Então Virá o Fim
Continuação...
O ESTADO FINAL DOS PERDIDOS
Sua Habitação
Após o seu julgamento, os perdidos serão lançados no Lago de Fogo (Ap 20:15) um lugar na sua origem preparado para Satanás e os anjos dele (Mt 25:41).
Sua Experiência
Os não salvos no Inferno experimentarão vários tipos de tormentos mentais, solidão, desespero e inquietação. Haverá sofrimento e tormento conscientes (Ap 14:10-11; Rm 2:8-9), pranto e ranger de dentes (Mt 13:42), solidão absoluta (2 Ts 1:9), perdição mas não aniquilamento, Mt 25:46 e o terror de trevas infindas (Jd 13). Não haverá comunicação social com outros no Inferno. Só haverá a experiência terrível da ira infinda de Deus (Ap 14:10-11; Rm 9:22) e desamparo (Mt 7:23).
Sua Duração
Ao contrário de tais posições falsas como o aniquilamento dos ímpios e a sua futura soltura e restauração a Deus, as Escrituras ensinam que os ímpios sofrerão por seus pecados para sempre (Mt 25:46; Ap 14:11). A sua ruína espiritual e culpa serão perpetuadas (Jo 3:16,18).
O ESTADO FINAL DOS REMIDOS
A Sua Habitação
Os remidos habitarão com Deus para sempre. A sua residência será a Nova Jerusalém que descerá do Céu para a terra (vs. 2,9,10). Através da história humana pessoas anelaram esta cidade que as oferecerá uma morada permanente e segura (Hb 11:10, 13-16; 13:14; Ap 3:12; Jo 14:1-3).
João descreve a cidade como a forma dum cubo (Ap 21:16), com lados de 2.218 kms de comprimento. É feita de ouro puro (v. 18), cercada por um muro de jaspe de 66 metros de altura(v. 17). Este muro é posto sobre doze fundamentos que são adornados com pedras preciosas (vs. 14,19,20) e perfurados por doze entradas, três em cada lado e cada uma tendo uma porta de pérola (vs. 12,13,21). Cada porta é atendida por um anjo e tem escrito sobre ela o nome duma tribo de Israel (v. 12). No meio da cidade há uma larga praça central ("rua") de ouro puro (v. 21), pela qual flui o rio da Água da Vida (Ap 22:1-2). Este rio emana do trono de Deus para aguar a Árvore da Vida que a abraça. Alimentada pela Água da Vida, a Árvore da Vida perpetuará eternamente as vidas de todos que se alimentam dela (Gn 2:9; 3:22; Ap 2:7). Este cidade não terá nenhum edifício como templo nem uma luz externa, seja esta artificial seja natural (Ap 21:22-23; 22:5), porque o Pai e o Senhor Jesus são o seu templo e a sua luz (21:21,23). Os injustos jamais poderão entrar nela pelas portas abertas (21:25-27), e não haverá ali nem noite nem maldição (21:25; 22:3).
A Sua Experiência
Se a presença do Espírito Santo e as bênçãos do ministério dEle em nossas vidas representam um antegozo do bem futuro (Ef 1:14), então que maravilhas Deus tem preparado para nós (1 Co 2:9; 1 Pe 1:4)! As Escrituras revelam que os remidos terão comunhão livre com Deus (Ap 21:3); que tudo será novo (Ap 21:4-5); que haverá segurança absoluta (Hb 12:28), novo conhecimento(1 Co 13:12), repouso das tribulações e do labor atuais (Hb 4:9; Ap 21:4), gozo infindo (Sl 16:11), companheirismo amoroso (Jo 14:3; 1 Ts 4:17), plena satisfação de cada desejo (Ap 21:6), e adoração incessante (Ap 5:11-14).
Isto não significa que a eternidade será como um culto comprido na igreja. A frase: "nos séculos vindouros" (Ef 2:7) sugere que o Senhor e Seu povo serão envolvidos em novos programas, ou projetos e tarefas que ainda não ficaram revelados.
Este é o fim. Você deve está preparado para ele.

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Bibliografia:
Panorama de Escatologia – Leon J. Wood
Apostila de Escatologia – Pr. Almir Marcolino Tavares